Queima calórica, fortalecimento muscular e articular, retardo do envelhecimento e sensação de bem-estar

Patricia Marrese, 22 de janeiro de 2020

Confira as mudanças que ocorrem no organismo de quem dança

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A dança pode trazer benefícios tanto para o corpo quanto para a mente de seus praticantes. É um tipo de atividade física que proporciona qualidade de vida, reduz o risco de doenças cardiovasculares, combate a ansiedade e a depressão, controla a pressão arterial, aumenta o metabolismo e, de quebra, melhora o humor.

Qualquer modalidade de dança influencia, positivamente, o organismo de quem a pratica, independentemente da idade e/ou gênero. Este tipo de arte contribui de maneira física e emocional em qualquer ser humano. Ela também é inclusiva, uma vez que agrega diferentes possibilidades; faixa etária e características subjetivas de diferentes indivíduos, que devem se relacionar entre si de forma coletiva na sala de aula.

“A dança pode gerar mudanças em maior ou menor intensidade ao praticante, dependendo da frequência das aulas. Quanto mais rotineiro e habitual, maiores serão os efeitos e a manutenção dos estados positivos no organismo. No entanto, quando se trata do excesso de aulas e treinos, overtraining, pode acontecer o desencantamento da pessoa por esta atividade e surgir os efeitos colaterais físicos e emocionais”, explica Mariah Theodoro, psicóloga clínica e esportiva.

As alterações positivas e/ou mudanças provocadas no organismo de quem dança podem ser tanto físicas, orgânicas e comportamentais (cognitivas, emocionais e culturais), como: queima calórica; manutenção corporal; fortalecimentos dos ossos, musculatura e função cardiorrespiratória; retardo do envelhecimento, além de liberar neurotransmissores (serotonina, dopamina, noradrenalina e endorfina) que proporcionam a sensação de bem-estar, prazer, bom humor e analgesia das dores.

“Muitas vezes quando o aluno e/ou bailarino é desafiado para uma apresentação, ele deve ir além dos seus limites. Esta situação gera adrenalina, aumentando sua produtividade e empolgação. A endorfina e o hormônio GH também podem auxiliar no alívio das dores, relaxamento muscular, manutenção das emoções, bem como servir de agente anabólico aos tecidos e músculos do corpo”, pontua a psicóloga.

Dentre outras mudanças que a dança proporciona é o aprendizado, disciplina, educação, sociabilidade, desenvoltura, diminuição da timidez e assertividade para se posicionar em situações mais complexas da vida.

Mariah Theodoro comenta que durante a prática desta atividade, ocorrem alterações metabólicas em cadeia, as quais favorecem a eliminação de substâncias que se acumulam no sangue e são prejudiciais ao cérebro. Muitas vezes, elas estão presentes devido às situações de estresse, como o cortisol, hormônio do estresse. Desta maneira, a dança pode prevenir e auxiliar na manutenção – aliada ao tratamento médico adequado – da ansiedade e da depressão, assim como em outras patologias que alteram o humor do indivíduo.

Por Patrícia Marrese

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Patrícia Marrese

Patrícia Marrese é formada em Relações Públicas pela FAAP e em ballet clássico pelo Ballet Paula Castro. É mestre em Comunicação e Cultura pela Université Côte d’Azur, na França. Atualmente, está à frente da Marrese Assessoria, Comunicação para Dança.

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